O Prefeito Roberto Naves anunciou, na manhã desta quarta-feira, 08/05, que nos próximos dias será realizada uma grande intervenção no entorno do viaduto da Avenida Brasil com a Goiás (Viaduto “Deocleciano Moreira Alves”), com o objetivo de fazer o desvio de uma rede de esgoto que está sob a edificação. A previsão é de que a obra dure em torno de 40 dias e, numa das etapas de sua realização, haverá a interdição do trânsito na Avenida Goiás. Por conta disso, os motoristas terão de buscar rotas alternativas para deslocamento do Centro-Bairro Jundiaí e vice-versa. Também, haverá interdição na alça lateral do viaduto, entre a Rua Barão do Rio Branco até a proximidade do estacionamento da Prefeitura.

De acordo com Roberto Naves, um dos pilares do viaduto está sob a galeria de esgoto e esta deve ser a última etapa das obras de mobilidade na Avenida Brasil. Segundo afirmou, não haverá risco algum para o trânsito de veículos no piso superior do viaduto, porém, disse, há necessidade de se fazer o desvio da tubulação (que atualmente tem uma forma de V) e fazer a concretagem do antigo. A nova rede será em linha reta.

A engenheira Tânia Valeriano, gerente regional da SANEAGO, lembrou que no início da obra, a Jo Fe Gê – empresa contratada para o pacote de obras de mobilidade urbana – foi notificada em relação à necessidade de se fazer o remanejamento de redes de água e esgoto ao longo da extensão dos dois viadutos: o da Avenida Brasil e o da Rua Amazílio Lino. Entretanto, observou, a argumentação era de que se tratava de uma obra complexa e que os remanejamentos estavam dentro do cronograma e seriam feitos em etapa posterior.

“Chegamos a procurar o Ministério Público”, pontuou Tânia Valeriano, acrescentando que, assim que Roberto Naves assumiu a Prefeitura, em 2017, a primeira demanda a ele apresentada foi essa preocupação com as redes nas imediações dos viadutos.

A gerente da SANEAGO narrou que a empresa pretendia fazer um “paliativo”. Todavia, o chefe do Executivo exigiu que não fosse um “paliativo”, mas, sim, uma obra de fato com qualidade para, inclusive, garantir-se a longevidade de toda a estrutura do viaduto.

Tânia Valeriano e o Prefeito Roberto Naves pontuaram, na coletiva, que o desvio da rede seria uma obra complexa, se executada na fase inicial e, agora, ainda mais. A técnica da empresa explicou que as escavações devem ser feitas num limite de 20 em 20 metros para que não haja risco nenhum na estrutura do viaduto. Além disso, outro agravante é que o local é um terreno alagadiço. Os projetos foram feitos pela Jo Fe Gê já foram aprovados pela SANEAGO.

Para o Prefeito Roberto Naves, não “há A necessidade de chover no molhado” – referindo-se ao fato de a obra não ter sido executada logo no início do cronograma. Conforme pontuou, a estimativa é de que o serviço deverá ter um custo de R$ 400 mil que, em princípio, é de responsabilidade da empresa. Porém, não descartou a possibilidade de algum questionamento. O que, conforme disse, será objeto de análise na Procuradoria Geral do Município, se for o caso. “O fato é que temos de trabalhar com responsabilidade”, frisou, reforçando que a obra é necessária e será feita para dar mais vida útil ao viaduto e permitir que a SANEAGO tenha acesso mais fácil à rede de esgoto para manutenção. O que não estava sendo possível.

O Prefeito destacou, ainda, que a licitação da obra, anterior à sua região, foi firmado no Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modalidade de licitação pública criada no País para atender às necessidades de contratações para obras destinadas aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, e da Copa do Mundo FIFA de 2014, que prevê a possibilidade de as obras serem iniciadas sem todos os projetos, sendo os mesmos aprovados e executados ao longo do cronograma.

Trânsito

O Diretor de Engenharia da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte, Igor Siqueira, fez uma explanação sobre as mudanças que deverão ocorrer nas proximidades da obra.

Num primeiro momento, os serviços vão se concentra na alça lateral do viaduto, no sentido Norte-Sul, ou seja, da esquina da Rua Barão do Rio Branco até a Avenida Goiás. Quem usar a Avenida Brasil não terá problemas, já que a pista do viaduto não será fechada.

Numa outra etapa, será necessário fechar o tráfego na Avenida Goiás. Daí, os condutores devem buscar as melhores rotas alternativas. Para quem está no centro e for se deslocar para a região do Bairro Jundiaí, uma alternativa é seguir pela Rua Barão do Rio Branco em direção à Avenida Mato Grosso ou, então, pegar uma rota passando pelo viaduto da Rua Amazílio Lino.

Já quem está no Bairro Jundiaí, poderá, por exemplo, entrar na alça lateral do viaduto, passando em frente à Câmara Municipal e fazendo o retorno no viaduto “Nelson Mandela”, podendo, dali, seguir pela Avenida Fayad Hanna, ou, descer e entrar pela Rua Aluísio Crispim, que dá acesso à Avenida Contorno. Também, pode seguir uma rota alternativa pela Rua Amazílio Lino.

Início

Conforme adiantou Igor Siqueira, no próximo sábado, 11/05, haverá a interdição da alça lateral do viaduto da Brasil com a Goiás (sentido Norte-Sul). Isso será feito por dois motivos: para a implantação do canteiro da obra e para que, no fim de semana, os motoristas já estejam cientes da alteração e possam buscar as melhores rotas. O que irá atenuar os transtornos no começo da semana, quando o fluxo de veículos é bem mais intenso.

A CMTT garante que haverá sinalização adequada em diversos pontos e que os agentes de trânsito e a equipe de educação, vão estar, também, fazendo a orientação aos motoristas.